Ora bem, após algum tempo sem escrever nada neste blog, ao qual não parece haver mais visitas do que aquelas que eu faço (se calhar até é melhor assim...), decidi publicar um poema escrito por um amigo meu, Pedro Ribeiro, um gajo porreiro, que apresenta claras marcas de Futurismo, Modernismo, Interseccionismo, e algumas semelhanças com Alberto Caeiro, assim como com muitos outros...
"Poema da Treta
Era uma bela manhã
Numa pálida e escura noite.
O sol brilhava forte
E a chuva enchia as ruas.
Era uma estranha tarde,
Com uma estranha brisa,
E eu estranhei nela
Um estranho frio gelado.
Era uma feia rapariga,
Com borbulhas gosmentas,
Rebentavam e delas saía
Bolas de sebo nojentas.
Um gato lindo e fofinho
Atravessava a estrada apressado.
Um camião passou
E o gato ficou esborrachado.
E depois voou alegre,
Como voa um esquilo,
Em direcção às árvores
Para comer as bolotas.
Era um belo poema,
Escrito por um idiota.
Comeu um pão com queijo
E deixou de lado a compota.
Depois veio a salsicha,
Com maionese e mostarda.
Faltava só o pão,
E comi a rabanada."
Cá está, um magnífico trabalho!
Parabéns e obrigado!



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